O impacto do ruído e das distrações no trabalho presencial
O barulho faz parte da rotina de praticamente qualquer escritório, pois é um ambiente em que é bastante comum haver conversas paralelas, ligações, reuniões e pessoas circulando. O problema é que o cérebro não se acostuma a essas interrupções tão facilmente quanto parece, e mesmo quando não percebemos, o ruído pode reduzir a concentração, aumentar o esforço mental necessário para realizar tarefas e afetar o bem-estar ao longo do dia.
Nos últimos anos, pesquisas passaram a mostrar que o impacto dessas distrações vai muito além do incômodo momentâneo. Elas podem influenciar produtividade, qualidade das entregas, saúde mental e até mesmo a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente de trabalho.
Neste conteúdo, você vai entender como o ruído e as distrações estão impactando o trabalho, o que isso custa para empresas e profissionais e quais os melhores caminhos para minimizar este problema.
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O que torna o escritório barulhento?
O barulho no ambiente de trabalho normalmente surge das próprias atividades do dia a dia e decorrente do grande fluxo de pessoas que transitam por ali.
Nas últimas décadas, os escritórios em formato open space (ambiente aberto) se popularizaram como uma forma de incentivar colaboração, integração e melhor aproveitamento do espaço físico. Porém, ao concentrar mais pessoas em um mesmo espaço também aumentou a distração.
Segundo o Relatório Global Workplace Survey 2025, da Gensler, que entrevistou 16.800 trabalhadores (tempo integral), as principais fontes de distração no trabalho presencial são:
as principais fontes de distração no trabalho presencial são:
- Conversas durante chamadas de voz ou vídeo (45% dos respondentes)
- Conversas presenciais em áreas próximas (41%)
- Circulação de pessoas no ambiente (28%)
Esses sons podem parecer inofensivos, pois não são ruídos intensos como os encontrados em ambientes industriais e nem altos o suficiente para causar danos auditivos. Em compensação, eles costumam ser constantes, imprevisíveis e compostos por informações que o cérebro tenta interpretar o tempo todo.
Uma conversa ao telefone, por exemplo, carrega palavras, significados e contextos que competem diretamente pela nossa atenção. Por isso, esses ruídos interferem na concentração e aumentam o esforço mental necessário para executar tarefas, afinal, sua mente está tentando se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo, mesmo que de forma inconsciente.
Por que conversas alheias são o pior tipo de ruído para a concentração?
Nem todo ruído afeta o cérebro da mesma forma. O som do ar-condicionado ou uma impressora em operação podem até ser percebidos, mas costumam ser ignorados após algum tempo já que são ruídos de fundo, contínuos.
Já as conversas são quase impossíveis de ignorar, pois o cérebro processa linguagem involuntariamente. Mesmo quando a pessoa tenta se concentrar em uma tarefa, parte da atenção é desviada para interpretar palavras, frases e trechos da conversa ao redor. É por isso que uma ligação na mesa ao lado costuma atrapalhar mais do que o som de um equipamento. Mesmo que a pessoa não queira prestar atenção, automaticamente o cérebro dela tenta entender a conversa, o que desconcentra e dificulta a continuidade da tarefa.
Um estudo citado pela Atenua Som, publicado no PubMed, mostrou que 99% dos colaboradores relatam distrações causadas por conversas paralelas no ambiente de trabalho. Não por acaso, o levantamento da Gensler apontou as conversas em chamadas como a principal fonte de distração nos escritórios atuais, superando qualquer outro tipo de ruído.
Isso significa que o maior desafio não é nem o volume do som, mas sim, sua capacidade de distração. E quanto mais frequentes forem essas interrupções, mais difícil se torna manter o foco nas atividades que exigem análise, raciocínio e tomada de decisão.
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Quanto o ruído realmente custa à produtividade?
Muitas pessoas percebem que um ambiente de trabalho barulhento atrapalha a concentração, o que poucas sabem é que esse impacto pode ser mensurado.
Um estudo recente sobre ruído e produtividade foi publicado, em 2024, por Joshua T. Dean, da American Economic Association (AEA). Nele, os pesquisadores observaram que um aumento de apenas 7 decibéis no nível de ruído foi suficiente para reduzir a produtividade dos participantes em aproximadamente 3%. Além disso, houve prejuízos em funções cognitivas importantes como atenção e memória de trabalho.
O dado mais interessante, porém, não está na queda de desempenho em si. Os participantes sabiam que estavam sendo expostos a diferentes níveis de ruído, mas não acreditavam que isso afetaria sua capacidade de trabalhar. Mesmo quando parte da remuneração dependia da performance, eles não procuraram ambientes mais silenciosos para garantir o foco. Ou seja, as pessoas tendem a subestimar o impacto que o ruído tem sobre sua produtividade.
Isso ajuda a explicar por que tantas empresas acham que o barulho é só um desconforto cotidiano, quando na verdade, ele representa uma perda contínua de desempenho, muitas vezes invisível para gestores e colaboradores.
O custo das interrupções: 25 minutos para voltar ao foco
Uma pesquisa conduzida por Gloria Mark, da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), mostra que um trabalhador leva, em média, 25 minutos e 26 segundos para recuperar plenamente o foco após uma interrupção e que os profissionais são interrompidos, em média, a cada 11 minutos durante a jornada de trabalho.
O resultado disso é uma rotina fragmentada. A pessoa até continua trabalhando, mas alterna constantemente entre tarefas, retomadas de contexto e tentativas de recuperar a concentração perdida. Por isso, distrações no ambiente de trabalho custam o tempo da interrupção e o esforço mental necessário para voltar ao mesmo nível de atenção que existia antes da quebra de concentração.
Open space: o design que prometeu colaboração e entregou distração
O open space é um modelo de escritório aberto (sem salas ou divisórias) que se popularizou com a promessa de ser um ambiente colaborativo para equipes. Porém, resultados observados por diversas pesquisas sugerem que a realidade pode ser mais complexa para esse tipo de ambiente.
Um levantamento da Universidade de Sydney mostrou que os profissionais que trabalham em ambientes totalmente abertos e aqueles que trabalham em cubículos com divisórias baixas se declaram insatisfeitos com a privacidade sonora do local, enquanto entre os que utilizam salas privativas, a insatisfação é muito menor. Isso indica que o maior problema é a dificuldade de controlar quem ouve o quê e em que momento.
Além disso, pesquisadores da Universidade de Harvard observaram que em vez de aumentar a colaboração, os escritórios abertos podem reduzir interações presenciais. Como as pessoas não querem interromper os colegas ou expor conversas para todo o ambiente, elas passam a utilizar mais mensagens instantâneas e e-mails para se comunicar. Dessa forma, os espaços criados para trabalho colaborativo presencial podem acabar reduzindo essas interações.
O que não significa que todo escritório aberto seja necessariamente ruim. Mas mostra que o ambiente físico influencia diretamente a forma como as pessoas trabalham, se comunicam e conseguem manter o foco ao longo do dia.
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O que o ruído faz com o corpo (além de incomodar)?
O barulho, além do incômodo, também provoca respostas físicas no organismo. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o ruído ambiental como um problema de saúde pública porque seus efeitos podem atingir sono, estresse e saúde cardiovascular.
No Brasil, a NR-15 também reconhece o ruído como um agente físico relevante no ambiente ocupacional e estabelece limites de tolerância para exposição em situações de trabalho.
O escritório não chega a ter os mesmos altos níveis de ruído de uma indústria, só que a exposição é constante, repetida e muitas vezes difícil de controlar. E quando o barulho se torna parte da rotina, o corpo pode permanecer em estado de alerta por mais tempo do que deveria, o que causa impactos na energia, humor, foco e recuperação.
A resposta fisiológica ao barulho
O corpo interpreta certos ruídos como sinais de alerta. Mesmo quando a pessoa não percebe conscientemente o incômodo, o sistema nervoso pode reagir, o que envolve a liberação de hormônios ligados ao estresse, como cortisol e adrenalina e o organismo de prepara para agir, aumentando o ritmo cardíaco, contraindo vasos sanguíneos e aumentando a tensão corporal.
É uma versão leve, mas repetida, da resposta de luta ou fuga.
Em ambientes industriais, os estudos mostram riscos mais claros em níveis altos de exposição. Revisões sobre ruído ocupacional indicam associação entre exposição acima de 80 dB(A) e maior risco de hipertensão, com relação de dose-resposta. Ou seja, quanto maior a exposição, maior tende a ser o risco.
Já no escritório, os níveis costumam ser menores. Porém, a exposição diária e crônica a conversas, chamadas, circulação e interrupções pode manter o corpo em estado de alerta e ampliar o desgaste ao longo do tempo.
Efeitos no sono e no desempenho no dia seguinte
Os efeitos do escritório barulhento não terminam quando o expediente acaba. Isso porque a exposição ao ruído durante o dia pode influenciar a qualidade do sono à noite. Estudos sobre ruído ocupacional indicam que o barulho pode gerar alterações fisiológicas como aumento de cortisol e catecolaminas e afetar a recuperação do corpo após o trabalho.
Quando o sono piora, o desempenho do dia seguinte também tende a cair. A pessoa chega para trabalhar com menos energia, menor capacidade de concentração e mais dificuldade para lidar com tarefas que exigem raciocínio, memória e tomada de decisão.
Assim, o ruído cria um ciclo:
- Atrapalha o foco durante o expediente
- Dificulta a recuperação fora dele
- Compromete a produtividade no dia seguinte

Saúde mental: ansiedade, irritabilidade e fadiga crônica
Os efeitos do ruído na saúde mental tem, especialmente, três efeitos:
- Ansiedade: a exposição constante a ruídos e interrupções pode manter o cérebro em estado de alerta por períodos prolongados. Com o tempo, isso aumenta a sensação de tensão e dificulta o relaxamento durante a rotina de trabalho
- Irritabilidade: quando a concentração é interrompida repetidamente, tarefas simples passam a exigir mais esforço mental. Isso pode gerar frustração, impaciência e menor tolerância a situações cotidianas
- Fadiga crônica: filtrar distrações e recuperar o foco várias vezes ao longo do dia consome energia mental. O resultado pode ser uma sensação persistente de cansaço, mesmo após períodos de descanso
Pesquisas também relacionam ambientes de trabalho barulhentos a uma maior prevalência de ansiedade e fadiga crônica entre trabalhadores. Quando a exposição ao ruído se torna frequente e prolongada, ela também pode estar associada ao surgimento de sintomas depressivos.
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O que os dados globais mostram sobre como as pessoas realmente se sentem?
Quando se fala em ambiente de trabalho, é comum pensar logo em localização, mobiliário ou tecnologia. Mas pesquisas recentes mostram que a percepção dos profissionais sobre o espaço onde trabalham vai muito além disso.
O Global Workplace Survey 2025, da Gensler, revelou que apenas 38% dos trabalhadores entrevistados realmente concordam que seu escritório oferece uma ótima experiência de trabalho. Mais preocupante ainda: só 26% afirmam que o espaço atual os ajuda a fazer seu melhor trabalho.
Esses números sugerem que muitas empresas ainda enxergam o escritório como uma infraestrutura operacional, quando, na prática, ele influencia diretamente a forma como as pessoas produzem, colaboram e se relacionam com a organização.
Os impactos também aparecem em indicadores estratégicos. Segundo o relatório, profissionais que trabalham em ambientes considerados excelentes são 1,5 vez mais propensos a permanecer na empresa do que aqueles que avaliam negativamente seu espaço de trabalho.
O ambiente também influencia a conexão emocional com a organização. Entre os profissionais que gostam do local onde trabalham, 90% afirmam sentir orgulho da empresa. Entre aqueles que não gostam do ambiente, esse percentual cai para 47%. Isso mostra que a qualidade do espaço influencia retenção de talentos, engajamento e percepção da própria cultura organizacional.
A disponibilidade de espaço como fator crítico
Um dos achados mais interessantes do estudo da Gensler é que a disponibilidade de espaço aparece como um dos principais fatores considerados pelos profissionais ao decidir onde trabalhar ao longo do dia. Ou seja, não basta que a empresa ofereça salas de reunião, áreas silenciosas ou espaços para concentração. Esses ambientes precisam estar disponíveis quando as pessoas realmente precisam deles.
Esse desafio se tornou ainda mais evidente após a consolidação do trabalho híbrido. Embora muitos escritórios reformados no período pós-pandemia tenham ampliado a oferta de áreas colaborativas e espaços especializados, a disponibilidade continua sendo um problema recorrente.
Quando não há salas suficientes ou quando elas já estão ocupadas, os profissionais acabam realizando tarefas em ambientes inadequados para aquela atividade. Reuniões acontecem em áreas compartilhadas, chamadas são feitas em locais movimentados e atividades que exigem foco acabam sendo executadas em espaços cheios de distrações.
Gestão inteligente como caminho
Para que a variedade de ambientes de um escritório se traduza em produtividade, a empresa precisa ir além do espaço físico e investir em infraestrutura de gestão e cultura organizacional. A seguir, veja as soluções práticas para garantir que o espaço certo esteja acessível no momento necessário:
- Sistemas de reserva em tempo real (Smart Booking): implementar softwares ou aplicativos integrados ao calendário da empresa (como Google Workspace ou sistemas dedicados como o Espaço do Cliente da Solution Indoor) onde os colaboradores possam visualizar a ocupação das salas de foco e reunião em tempo real e reservá-las com antecedência ou na hora.
- Sensores de ocupação e IoT: utilizar sensores de presença sob as mesas ou nas salas para identificar espaços vazios em tempo real. Se uma sala foi reservada mas ninguém apareceu em 10 minutos, o sistema a libera automaticamente para o próximo colaborador.
- Políticas de “No-Show” e conscientização:criar regras claras de etiqueta corporativa, incentivando os profissionais a cancelarem reservas de espaços que não serão utilizados e a limitarem o tempo de uso de salas de foco individual (por exemplo, máximo de 2 horas) para garantir o rodízio.
- Espaços modulares e cabines individuais (Phone Booths): em vez de construir grandes salas de reunião que costumam ser ocupadas por apenas uma pessoa em videochamada, investir em microarquitetura, como cabines acústicas individuais. Elas ocupam menos espaço, são mais baratas e resolvem o gargalo das chamadas rápidas sem bloquear salas multiuso.
- Escalonamento de dias presenciais: coordenar a escala das equipes para que os dias de pico no escritório sejam distribuídos ao longo da semana, evitando que todos os profissionais que necessitam de foco ou reuniões estejam no ambiente físico ao mesmo tempo.
Nem todo ruído é prejudicial: a linha entre distração e estimulação
Nem todo som no ambiente de trabalho precisa ser tratado como problema. Em algumas situações, um nível moderado de ruído pode até ajudar, especialmente em tarefas que exigem criatividade e colaboração como desenvolvimento de novas soluções. É o caso de ambientes com um som constante e menos invasivo como o barulho de fundo de um café movimentado.
Algumas pesquisas indicam que níveis moderados de ruído, por volta de 65 a 70 dB, podem estimular a criatividade em certas atividades porque criam uma leve dose de distração que favorece associações menos óbvias.
Mas isso não vale para qualquer tipo de trabalho. Tarefas que exigem foco tendem a sofrer mais com ruídos e interrupções como:
- Análise
- Leitura / Estudo
- Escrita
- Planejamento financeiro
- Revisão de documentos
- Tomada de decisão
Nesses casos, o cérebro precisa manter informações ativas por mais tempo e qualquer conversa ao redor pode quebrar o raciocínio. Por outro lado, atividades mais repetitivas, brainstormings ou conversas, de alinhamento podem tolerar melhor ambientes com mais movimento. Por isso, o problema não é simplesmente ter ruído ou não, a questão é a incompatibilidade entre o nível de ruído do ambiente e o tipo de trabalho que precisa ser feito.
É aí que espaços mais flexíveis fazem diferença. Quando o profissional pode escolher entre uma sala privativa, uma estação mais tranquila ou uma área compartilhada, o ambiente deixa de impor uma única forma de trabalhar e passa a se adaptar melhor à tarefa do momento.
O que um espaço de trabalho bem projetado faz diferente?
Quando se fala em melhorar o ambiente de trabalho, é comum pensar primeiro em estética, porém, ambientes mais modernos tendem a ser planejados para acomodar diferentes formas de trabalho.
Ao longo de um mesmo dia, uma pessoa pode precisar:
- Participar de uma reunião
- Realizar uma chamada confidencial
- Escrever um relatório
- Desenvolver uma atividade que exige concentração
Quando o espaço oferece opções adequadas para cada situação, a tendência é que produtividade e bem-estar aumentem.
Segundo a pesquisa da Gensler, escritórios que foram reformados nos últimos 3 anos superam os mais antigos em quase todos os aspectos. O acesso a espaços colaborativos, por exemplo, passou de 70% para 80%. Já a disponibilidade de salas para conversas confidenciais aumentou de 62% para 71%.
Conforto acústico é outro ponto indispensável. Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde, o nível de ruído ideal para escritórios gira em torno de 50 dB. Já um escritório sem controle acústico costuma operar próximo dos 60 dB. Pode até parecer uma diferença pequena, mas ela influencia diretamente a capacidade de concentração ao longo do dia.
Por isso, soluções como isolamento acústico, salas fechadas para reuniões, áreas reservadas para foco e espaços silenciosos já fazem parte das melhores práticas de projeto corporativo. Mas elas só funcionam quando existem em quantidade suficiente e estão realmente disponíveis para quem precisa utilizá-las.

O que os trabalhadores realmente querem do escritório?
A expectativa dos colaboradores em relação ao ambiente de trabalho mudou bastante nos últimos anos. O modelo tradicional de escritório corporativo perdeu espaço para experiências que oferecem mais conforto, flexibilidade e bem-estar.
Entre os ambientes mais desejados pelos trabalhadores estão:
- Nature retreat: que priorizam tranquilidade e conexão com elementos naturais.
- Creative labs: projetados para estimular criatividade, colaboração e adaptação a diferentes tipos de atividade.
- Espaços inspirados em residências e hotéis boutique: que combinam conforto, acolhimento e funcionalidade.
Apenas uma pequena parcela dos profissionais afirma preferir um ambiente corporativo tradicional que é composto por fileiras de mesas e layout padronizado.
Isso significa que o padrão de qualidade esperado é outro. Afinal, ele está competindo também com a experiência do home office. Por isso, ambientes que oferecem mais conforto, privacidade, flexibilidade e suporte para diferentes formas de trabalho tendem a gerar experiências mais positivas para quem os utiliza.
E, em um cenário em que atração e retenção de talentos são prioridades para muitas empresas, isso pode se tornar uma vantagem competitiva relevante.
Como lidar com distrações no dia a dia: estratégias que funcionam
Quando o assunto é concentração, parte do problema está nos hábitos individuais e outra no próprio ambiente de trabalho. Por isso, as estratégias mais eficazes costumam atuar nos dois lados.
Confira as principais:
- Focar em determinadas atividades em um período específico do dia: em vez de alternar constantemente entre tarefas, mensagens e interrupções, períodos dedicados exclusivamente a uma atividade tendem a gerar mais produtividade e menos desgaste mental
- Comunique claramente quando você não pode ser interrompido: equipes que conseguem comunicar quando alguém está concentrado e quando está disponível para conversas ou solicitações reduzem interrupções desnecessárias e preservam melhor o foco coletivo
- Evite distrações digitais durante tarefas que exigem atenção: fechar abas irrelevantes, silenciar notificações e evitar verificar e-mails ajuda a diminuir a fragmentação da atenção
- Escolha o espaço de trabalho conforme a tarefa: nem toda atividade exige o mesmo ambiente. Uma reunião, um brainstorming e a elaboração de um relatório demandam condições diferentes de concentração e interação
Por isso, empresas que oferecem diferentes opções costumam funcionar melhor. Quando o profissional pode utilizar uma sala privativa para uma atividade mais complexa ou um espaço compartilhado para tarefas colaborativas, fica mais fácil alinhar o ambiente ao tipo de trabalho que precisa ser realizado naquele momento.