É o fim do home office? O que está por trás da volta ao presencial

De volta ao trabalho? Entenda o que está mudando
Nos últimos meses o movimento de retorno ao trabalho presencial ganhou força nas discussões e decisões. Isso levantou uma grande dúvida no mercado: estamos mesmo diante do fim do home office?
Grandes empresas estão tomando um lado
Em 2025, grandes empresas como Amazon e Dell passaram a exigir presença física no escritório, vinculando promoções, bônus e até a permanência na equipe à frequência presencial. Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, também contribuiu para acirrar o debate, afirmando que o trabalho remoto é ineficiente e que, para inovar, é preciso estar presente.
Essas posturas vêm influenciando líderes ao redor do mundo. Segundo o estudo CEO Outlook, da consultoria KPMG, 83% dos líderes globais acreditam que, nos próximos três anos, a cultura do home office terá acabado.
Colaboradores buscam equilíbrio
Do outro lado, profissionais mostram que não estão dispostos a abrir mão da flexibilidade tão facilmente. A proposta de valor do trabalho mudou. Hoje, não se trata apenas de onde se trabalha, mas de equilíbrio, propósito e qualidade de vida. Como explica Nhlamu Dlomu, chefe global de pessoas da KPMG, “os funcionários de hoje não apenas desejam, mas esperam um ambiente mais ágil, flexível e humano”.
Essa diferença de visão entre o que os executivos desejam e o que os talentos valorizam abre um novo capítulo nas relações de trabalho. Não estamos voltando ao antigo, estamos construindo algo novo. E nesse novo, palavras como ‘liberdade’, ‘estrutura’ e ‘conexão’ passam a conviver no mesmo espaço.
Home office, híbrido, presencial: o que estamos vivendo agora?
Depois da explosão do home office durante a pandemia, e, agora, com as discussões sobre a importância do trabalho presencial, estamos diante de uma transformação nos formatos de trabalho. O trabalho 100% remoto disputa espaço com novas abordagens, mais flexíveis, mais ajustadas ao dia a dia das empresas.
A palavra de ordem é: flexibilidade
A tendência do momento é o modelo híbrido. Nem todo dia em casa, nem todo dia no escritório mas, sim, uma combinação pensada entre autonomia e estrutura. Empresas de diferentes perfis estão testando novos arranjos.
De acordo com matéria da G1, a agência D’OM, por exemplo, adotou uma política curiosa: trabalho remoto nas manhãs de segunda a quinta, encontros presenciais nas tardes e sexta-feira 100% em casa. Já o Nubank incentiva seus colaboradores a irem ao escritório de forma voluntária (o chamado Voluntary Booking) com foco especial em momentos de integração e construção de cultura.
O que mostram os números do mercado
Essa lógica parece estar ganhando o mercado. Segundo dados da pesquisa O Cenário do RH no Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil):
- 46,2% das empresas adotam o modelo híbrido;
- 46,6% ainda seguem o modelo 100% presencial;
- Apenas 7,3% permanecem no trabalho totalmente remoto.
Esses dados mostram que o híbrido vem se consolidando como o formato preferido, batendo de frente com o modelo tradicional, totalmente presencial.
Por que tantas empresas querem todo mundo de volta?
Se o modelo híbrido funciona bem para os profissionais e, em muitos casos, também para os resultados, por que tantos líderes estão exigindo o retorno ao escritório? A resposta passa por uma combinação de visão estratégica, necessidade de controle e até crenças pessoais sobre o que é ‘trabalhar de verdade’. Para boa parte dos gestores, a presença física ainda é sinônimo de produtividade e comprometimento.
Diversas multinacionais estão estabelecendo políticas mais rígidas de comparecimento. Alguns dos fatores que ajudam a explicar essa decisão:
- Cultura organizacional: Muitos líderes acreditam que a cultura da empresa se fortalece na convivência diária, no cafezinho, nas conversas informais. Essa construção, acreditam, se perde no digital.
- Colaboração e integração: A troca de ideias espontânea, o aprendizado entre pares e o senso de equipe são vistos como mais naturais no ambiente físico. Para funções criativas ou estratégicas, esse argumento tem peso.
- Supervisão e produtividade: Embora os dados não comprovem uma queda de produtividade no home office, a insegurança de que ‘as pessoas não estão trabalhando de verdade’ ainda paira sobre muitos gestores. A gestão tradicional baseada em presença e controle ainda predomina em boa parte das corporações.
- Segurança da informação: Empresas que lidam com dados sensíveis, sistemas internos ou informações estratégicas tendem a preferir o presencial para reduzir riscos cibernéticos.
- Pressões externas: Desde fatores políticos até metas agressivas de resultados; muitas empresas estão em busca de maior tração. E para alguns líderes, voltar ao escritório é uma forma de “acelerar o ritmo” e retomar o controle.
Apesar de estudos apontarem que o trabalho híbrido melhora o bem-estar e a retenção sem afetar a produtividade, muitos CEOs ainda resistem. Isso porque os dados ainda não conseguem desafiar as crenças consolidadas da liderança. Em outras palavras, a tradição continua falando mais alto.
Mas e os profissionais? Eles querem voltar?
Enquanto boa parte das lideranças reforça o fim do home office, os profissionais mostram que essa decisão está longe de ser bem recebida por todos. Essa mudança impacta a logística, valores, prioridades e visão de vida dos colaboradores.
A era do “salário emocional”
A pandemia escancarou uma verdade difícil de ignorar: o tempo importa. Tempo com a família, com os filhos, com a própria saúde. Tempo sem trânsito, sem reuniões desnecessárias e sem o cansaço de deslocamentos diários. E isso gerou um movimento que muitos especialistas chamam de “salário emocional”: benefícios intangíveis que têm tanto peso quanto o salário no fim do mês.
Relatos de insatisfação, estresse e até pedidos de demissão têm se tornado comuns em empresas que impõem o retorno 100% presencial. O problema, na maioria das vezes, não é estar no escritório, é não ter escolha.
Flexibilidade virou expectativa. Autonomia virou critério.
O que os profissionais realmente valorizam hoje
- Liberdade com responsabilidade: poder escolher onde e como trabalhar, sem perder a entrega.
- Qualidade de vida: menos horas no transporte, mais tempo com quem importa.
- Ambientes que respeitam o foco e o bem-estar.
- Reconhecimento por resultado, não por presença.
Claro, há vantagens no contato físico: mais colaboração, mais troca, construção de cultura. Mas elas precisam fazer sentido no contexto certo e para o perfil certo. Caso contrário, o que era para ser engajamento vira desgaste.
Empresas que entendem essa lógica e oferecem modelos híbridos ou flexíveis saem na frente na atração e retenção de talentos. Já aquelas que impõem o retorno sem diálogo correm o risco de perder os melhores por falta de escuta.
O híbrido venceu: flexível, mas com estrutura
Durante muito tempo, o debate era binário: ou se trabalhava no escritório, ou em casa. Mas a prática mostrou que nem um extremo nem outro conseguem, sozinhos, dar conta das demandas atuais de empresas e profissionais. Foi nesse meio do caminho que o modelo híbrido ganhou força e, agora, tudo indica, ele veio para ficar.
O trabalho híbrido se tornou uma estratégia de negócio para equilibrar o melhor dos dois mundos: estrutura e foco dos espaços presenciais, com a autonomia e flexibilidade do remoto. Além da conveniência, esse modelo contribui diretamente para:
- maior engajamento,
- retenção de talentos,
- produtividade sustentável,
- redução de custos com estrutura tradicional.
Esse modelo consegue atender ambos os lados: empresas e colaboradores, sem prejuízos. Não podemos deixar de lado as claras mudanças no mundo do trabalho; não dá certo forçar modelos antiquados em um mundo que é totalmente diferente do que era há 20 ou 10 anos.
Como fazer funcionar?
Flexibilidade não é sinônimo de improviso. Para que o modelo híbrido funcione, ele precisa estar ancorado em ambientes que ofereçam suporte de verdade. Estrutura, conforto, silêncio, segurança da informação, estabilidade de internet, privacidade e um mínimo de organização.
É aqui que muitos profissionais começam a repensar o local de trabalho. Nem sempre o home office tradicional dá conta, especialmente quando há barulho, distrações ou falta de ergonomia. Por outro lado, voltar para o escritório da empresa todos os dias pode não ser viável nem necessário.
Nesse contexto, locais que oferecem coworking, salas de reunião e outros espaços de trabalho, como a Solution Indoor, têm se tornado aliados estratégicos de empresas e profissionais. Nestes espaços, é possível:
- Montar bases de operação em cidades estratégicas;
- Reunir equipes de forma pontual;
- Atender clientes com privacidade e profissionalismo;
- Trabalhar com foco fora de casa, sem abrir mão do conforto.
Coworkings estruturados: escritórios com flexibilidade, sem abrir mão da qualidade
À medida que as dinâmicas de trabalho evoluem, os espaços de trabalho também precisam evoluir. A mesa da sala de jantar, o café barulhento da esquina ou os escritórios convencionais cheios de baias padronizadas simplesmente não funcionam mais.
O que se busca hoje é equilíbrio entre liberdade e estrutura, foco e convivência, produtividade e bem-estar. E é nesse ponto que os coworkings ganham protagonismo. Estes espaços são soluções tanto para profissionais que enfrentam alguma limitação em casa, ou moram longe do escritório, quanto para empresas que podem incentivar o uso destes espaços como extensão do seu ambiente físico principal.
Mas atenção: nem todo espaço com mesas compartilhadas é um coworking de verdade. Muitos vendem o conceito, mas entregam apenas ambientes impessoais, barulhentos e mal planejados, sem acolhimento, sem privacidade, sem alma. A diferença está na experiência.
Trabalhar com conforto, foco e propósito
Estudos mostram que profissionais que atuam em coworkings relatam níveis mais altos de produtividade e satisfação do que os que trabalham em escritórios convencionais. Isso ocorre porque sentem que pertencem, que têm liberdade e que estão em um lugar que respeita sua forma de trabalhar.
Mas isso só acontece quando o espaço é pensado para isso. Não basta ter internet e uma mesa. É preciso oferecer estrutura, acolhimento e um ambiente que realmente favoreça o dia a dia.
A proposta da Solution Indoor
Na Solution Indoor, o trabalho com propósito está no centro de tudo.
Criamos um ambiente para quem valoriza discrição, tranquilidade e qualidade real de trabalho. Aqui, o coworking não é um lugar improvisado, mas sim, um ambiente pensado com todo o carinho para ser silencioso, profissional e flexível, onde foco e networking convivem.
Nossos espaços comportam desde profissionais que desejam trabalhar sozinhos em uma baia isolada, até aqueles que precisam receber clientes com privacidade em uma sala fixa ou agendar reuniões em ambientes preparados e bem equipados até equipes que precisam de uma sala maior e mais estruturada para reuniões ou treinamentos. Tudo isso com atendimento de qualidade e cuidado com o seu dia a dia.
E para quem não precisa de um espaço físico constante, mas quer profissionalizar seu negócio, oferecemos o serviço de endereço comercial e fiscal em uma das melhores localizações comerciais de Ribeirão Preto.
Aqui, você encontra a solução ideal para o seu negócio.
No fim das contas, acreditamos que a questão não é só sobre onde você trabalha, mas também, como você se sente quando trabalha. E isso muda tudo.
Conclusão: não voltamos ao antigo, estamos construindo o novo
As tentativas de “voltar ao que era” ignoram o que o mundo aprendeu nos últimos anos. Profissionais mudaram suas prioridades, empresas repensaram seus modelos, e a tecnologia abriu novas possibilidades. Hoje, empresas não devem ignorar a busca por equilíbrio. A discussão não deve se limitar a home office ou escritório, mas sim, deve ser sobre combinar liberdade com responsabilidade.
Nesse novo cenário, o espaço físico continua sendo importante, mas com uma nova função: ser ponto de apoio, não de obrigação. Um lugar que inspira, organiza, acolhe. Onde se pode trabalhar com foco, receber clientes com profissionalismo e construir conexões verdadeiras.
Esse é o papel da Solution Indoor. Somos mais do que um coworking em Ribeirão Preto, somos um ambiente projetado para profissionais e empresas que valorizam a qualidade da estrutura, do atendimento e da experiência de trabalho.
Escolha um ambiente que evolui com as tendências e se adapta ao ritmo do seu negócio. Conheça nossos espaços.