O que está por trás da relação dos Millennials com a IA nas empresas?

20/01/2026 -Novas formas de trabalhar
Profissional em um ambiente de trabalho. Ela tem a faixa etária que se encaixa nos millennials e está utilizando inteligência artificial

Nos últimos anos, quase todo debate sobre “o futuro do trabalho” colocou a Geração Z no centro. Afinal, são os nativos digitais, criados com smartphone na mão. Mas um dado recente virou essa narrativa de cabeça para baixo. Quem realmente está liderando a adoção de Inteligência Artificial nas empresas são os Millennials.

Sim, justamente a geração que nasceu antes da internet popular, que viu o computador entrar em casa e que aprendeu a trabalhar do jeito “analógico” antes de migrar para o digital.

E talvez seja justamente isso que explica tudo. Um levantamento global (World of Work Report, realizado pela Monday.com e Qualtrics) mostrou que 73% dos Millennials já utilizam IA no trabalho, enquanto o número cai para 65% entre a Geração X e chega a apenas 59% entre a Geração Z.

Então, por que a geração que viu o mundo mudar “ao vivo” se tornou a mais entusiasmada com a IA no ambiente corporativo?

Por que os Millennials lideram a adoção da IA?

A resposta é menos tecnológica e mais cultural do que parece.

Os Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) acompanharam, passo a passo, a chegada da digitalização ao trabalho: do fax ao e-mail, do Excel ao cloud, dos processos manuais aos automatizados. Isso fez com que desenvolvessem uma relação muito prática com tecnologia; se ajuda, eles usam, se melhora a produtividade, melhor ainda.

Além disso:

Têm autonomia para decidir

Grande parte dos Millennials já está em cargos de coordenação, supervisão e gestão. Eles não apenas usam IA, eles autorizam, implementam, incentivam e treinam equipes.

Sabem onde dói

Depois de mais de uma década vivendo rotinas operacionais e sobrecargas, eles enxergam a IA como um “alívio real” para demandas repetitivas.

Buscam equilíbrio

Para essa geração, produtividade não é sobre trabalhar mais, mas sobre trabalhar melhor. A IA aparece como aliada da vida pessoal e da saúde mental.

Confiam no potencial da tecnologia

Enquanto a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) questiona o impacto da IA no propósito do trabalho, os Millennials olham para os ganhos de eficiência.

Em outras palavras, a Geração Z é crítica; os Millennials são pragmáticos.

Como cada geração enxerga a IA no ambiente corporativo?

Pessoas de diferentes idades adotam uma mesma tecnologia de maneiras distintas. Ainda segundo o World of Work Report:

Millennials

Os Millenials são os maiores entusiastas do uso de IA no ambiente corporativo, 73% deste público utiliza a tecnologia no trabalho. Isso porque:

  • já viveram a “era do trabalho manual”
  • desejam eficiência
  • estão em cargos de impacto
  • têm repertório para entender onde a IA soma (e onde não soma)

Geração X

A Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) já é mais cautelosa no uso da IA, e o número de pessoas cai pra 65%. A justificativa é que, para essa geração, a IA não é uma novidade, é apenas mais uma ferramenta para utilizar quando faz sentido e quando resolve problemas concretos.

Geração Z

Agora, o dado mais surpreendente: dentre a geração Z, a geração mais nova, 59% das pessoas utilizam IA no ambiente corporativo, a porcentagem mais baixa de uso.

Isso se justifica pois, apesar de serem os mais fluentes digitalmente, muitos estão:

  • em posições de entrada, sem autonomia para escolher ferramentas
  • receosos de perder aspectos criativos do trabalho
  • pressionados por expectativas exageradas (“você é jovem, deve saber tudo de IA”)

Segundo Yael Miller, da Monday.com, os jovens “são mais exigentes com a tecnologia, porque cresceram imersos nela”.

Equipe em reunião utilizando inteligência artificial no trabalho, com projeções digitais de um cérebro tecnológico e ícones de automação ao fundo, representando a aplicação de IA em processos corporativos.

Os desafios da adoção de IA nas empresas (e eles afetam todas as gerações)

Mesmo com tanta tecnologia disponível, a adoção ainda não flui como deveria.

O próprio World of Work mostra isso:

  • 82% das empresas afirmam usar plataformas digitais,
  • mas apenas 71% usam de fato.

Essa diferença aparece também com IA e por motivos bem conhecidos:

Treinamento insuficiente e aprendizado superficial

Muitas organizações assinam ferramentas de IA sem preparar as pessoas que vão utilizá-las. O resultado é previsível. A tecnologia entra no time como um item extra, sem orientação sobre quando usar, como interpretar resultados ou como conectar outputs às entregas reais.

Temos aqui três problemas diretos:

  • Uso limitado ou incorreto, porque a equipe não domina a lógica da ferramenta;
  • Dependência de poucos especialistas, que acabam sobrecarregados;
  • Distorção de expectativas, já que lideranças esperam produtividade maior sem oferecer base de conhecimento.

Quando o aprendizado não acompanha a ferramenta, a IA vira mais um recurso subutilizado — não um motor de eficiência.

Cultura interna que dificulta a experimentação

A resistência não surge apenas por medo de substituição. Ela também aparece quando o ambiente de trabalho não permite testes, erros ou adaptação gradual.

Em muitos times, existe um receio real de usar a IA e “estragar algo”, enquanto líderes mantêm um discurso distante, sem demonstrar uso prático no dia a dia.

Uma cultura que não estimula a curiosidade trava qualquer mudança, mesmo quando a tecnologia já está disponível.

Infraestrutura que não sustenta processos digitais

Não existe automação funcional com internet instável, computadores lentos, sistemas que não se conversam ou espaços improvisados de trabalho. Essas limitações criam gargalos que impedem a IA de operar com eficiência.

A tecnologia até está presente, mas o que falta é um ambiente minimamente preparado para suportar fluxos digitais complexos.

Por que a adoção de IA depende de habilidades humanas?

Olhando à primeira vista, pode parecer que a IA reduz a importância das competências humanas. Só que, quando analisamos como essas tecnologias se encaixam no trabalho real, fica claro que acontece o contrário. A IA amplia o impacto das pessoas e não substitui o que só humanos conseguem fazer.

Empresas que adotam IA com consistência são justamente as que desenvolvem combinações equilibradas de habilidades digitais, comportamentais e cognitivas.

Essa integração evita uso superficial da tecnologia e fortalece o resultado final.

Digital Skills como base operacional da IA

Habilidades digitais não se limitam a “saber usar ferramentas”. Elas envolvem leitura crítica de dados, entendimento dos limites da automação e capacidade de conectar diferentes plataformas para formar um fluxo funcional.

Sem esse repertório, a IA não consegue gerar valor, porque a equipe não entende o que a ferramenta está entregando e nem como transformar isso em ação.

Soft Skills sustentam decisões que a IA não consegue tomar

A IA organiza informações; quem conduz relações humanas e decisões sensíveis são as pessoas. Em equipes híbridas e distribuídas, comunicação clara, criatividade e empatia se tornam ainda mais importantes.

A Inteligência Artificial apoia, mas não substitui esse repertório.

Smart Skills evitam má utilização da tecnologia

Como a IA aumenta a velocidade das entregas, também aumenta a probabilidade de decisões impulsivas.Smart skills como foco, autorregulação, autogestão e capacidade de filtrar prioridades atuam como contrapeso.

Equipes com essas habilidades usam a tecnologia de forma mais consciente e sustentável.

People Skills criam confiança em ambientes que utilizam IA

Conforme os times adotam ferramentas cada vez mais avançadas, cresce a necessidade de relações profissionais consistentes.

People skills como colaboração, mediação e construção de confiança dão estabilidade às equipes em momentos de transição.

Sem essas habilidades, a IA vira motivo de conflito, não de alinhamento.

Por que tudo isso importa para a adoção de IA?

IA acelera processos. Mas quem decide, interpreta, ajusta e transforma informação em resultado são as pessoas.

Habilidades humanas definem:

  • a qualidade do que a IA produz;
  • o ritmo de implementação;
  • o grau de colaboração entre equipes;
  • a capacidade de inovar sem perder coerência operacional.

A tecnologia só entrega seu potencial quando encontra equipes preparadas, tecnicamente e emocionalmente, para trabalhar com ela.

Como criar uma cultura de IA que funcione para todas as gerações?

As empresas que desejam extrair o máximo da IA precisam construir um ambiente que:

  • acolha dúvidas, sem ridicularizar quem está aprendendo
  • ofereça treinamentos contínuos
  • crie espaço para experimentação sem medo
  • permita conversas presenciais e trocas genuínas
  • dê às pessoas condições reais de trabalhar com tecnologia

Ambientes estruturados, salas adequadas, infraestrutura estável e encontros presenciais fazem parte da equação.

Como a Solution Indoor participa do processo de inovação

A adoção de IA só funciona bem quando as equipes têm um ambiente adequado para trabalhar, testar ferramentas e participar de treinamentos.

Muitas empresas esbarram em problemas simples, como instabilidade de internet, falta de salas para ajustes estratégicos ou ausência de espaço para concentrar o time.

É aqui que a Solution Indoor entra no processo.

Contamos com salas privativas silenciosas, coworking organizado, internet estável e espaços preparados para reuniões que ajudam as equipes a trabalhar com foco, sem interrupções que atrapalham a implantação de novas rotinas digitais.

Os Millennials puxam a fila, mas o futuro é coletivo

Os Millennials lideram a adoção da IA, mas o impacto real só acontece quando todas as gerações têm espaço, suporte e ambiente para crescer juntas.

A IA já é parte do trabalho. O desafio agora é construir culturas onde as pessoas possam aprender, se conectar e evoluir com ela.

Prepare sua equipe para essa nova fase de trabalho, entre em contato com a Solution Indoor.